sábado, 7 de março de 2009

Vaginismo e Dispaurenia


Muitas mulheres sofrem pela ocorrência de dor na relação sexual. Este fato afasta o casal pelo motivo do coito tornar-se um foco de ansiedades, medos e discórdias. Muitas parcerias se desfazem porque não conhecem que existe tratamento eficiente e rápido.

Vaginismo é o espasmo (contração) involuntário e doloroso da musculatura que circunda e envolve a vagina, que surge sempre que se tenta introduzir qualquer órgão ou objeto na relação sexual ou nas preliminares. Sempre é importante diferenciar as queixas de dor na penetração ou dor durante a relação sexual, que é chamada de Dispareunia, que geralmente tem fundo orgânico (infecções ou inflamações genitais que impossibilitam a penetração sem o incômodo local). Outra causa possível de dor coital pode ser o medo perante o exercício da sexualidade. Estas queixas de dor são de intensidades variáveis de pessoa a pessoa e de acordo com as causas. Quando a mulher está com mais de 55 anos é possível que pela falta de lubrificação ou pela atrofia genital, que começa a ocorrer na mulher pelas alterações hormonais, a dor ocorra na tentativa ou durante a penetração do pênis.

Daí a importância de toda mulher manter uma consulta preventiva no ginecologista independente da faixa etária. Uma possível reposição hormonal pode ajudar muito e minimizar estes sintomas.

A classificação do vaginismo é: Primário (ocorre desde a primeira tentativa de penetração) ou Secundário (quando ocorre após algum tempo de ocorrências de penetrações vaginais sem dor).
O vaginismo sempre tem uma causa psicogênica importante, embora possa ter sido originado a partir de um evento orgânico, como: vaginismo desencadeado a partir de uma dispareunia, de uma violência sexual, de tentativas de ruptura de um hímen resistente e outras.
Os principais fatores psicossociais do vaginismo são: educação sexual repressora; vivências sexuais traumáticas; dificuldades de relacionamento; perfis psicológicos específicos (Michel-Wolfromm). Dentro destes perfis destacam-se: 1-Mulher autoritária: agressiva e dominadora, tem dificuldade em amar, pois isso a faz sentir-se inferioriza. A atividade sexual se transforma em luta pelo poder. Escolhe companheiro mais facilmente manipulável, geralmente disfuncional erétil (impotente sexualmente). 2-Mulher frágil: educação distorcida e sexualmente castradora, geralmente mimada e usuária de chantagens emocionais. Fixação infantil na figura de “princesa adormecida”, cujo príncipe jamais chega. São mulheres facilmente amedrontáveis, com noções negativas do exercício da sexualidade. 3-Mulher em conflito de papéis: conflito entre ser mulher, sexuada, e ser mãe. Para elas, os homens são apenas reprodutores, não estando interessadas no ato sexual em si.

O tratamento se baseia em terapia sexual, breve e direcionada à queixa sexual, onde por mudanças de comportamentos, reflexões e exercícios específicos ensinados pelo terapeuta e realizados pela paciente em sua casa, só e/ou com seu parceiro. Este condicionamento é progressivo e tem mostrado excelentes resultados. O importante é não protelar a busca de ajuda profissional para que as seqüelas emocionais não aumentem a ponto de provocarem separações do casal.

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